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Big Game Fishing
É uma modalidade de pesca praticada numa embarcação em constante movimento, a velocidades que podem normalmente variar entre os 4 e os 7 Knots, e pode ser efetuada em offshore/alto-mar ou Inshore /costeiro, segundo as espécies que se pretende capturar. Pode ser praticada com a ação de 4 até 7 canas em simultâneo, sendo necessário que neste último caso a embarcação tenha Outriggers para permitir a dispersão ou afastamento lateral de quatro das linhas, sendo as restantes colocadas na ré e podendo ainda a cana central funcionar como Downrigger para uma possível captura de um Atum que entre os períodos de alimentação à superfície se refugia em profundidades de 50 ou 100 metro. Os iscos podem ser vivos, como Cavalas ou pequenos Atuns, ou amostras artificiais que pelos seus movimentos oscilantes ou ondulatórios e pelas suas cores variadas, quando rebocadas pelo barco tendem a imitar peixes ou Lulas. Fabricantes como Rapala, Williams, Pakula, etç, disponibilizam uma imensa coleção desses “iscos”, porém, os pescadores Santomenses, tal como povos das Américas ou da Ásia, há muito utilizam artefactos denominados “Blindados” que mais não são que pontas de cabo de 8 ou 10 mm de diâmetro e 150 a 200 de comprimento, em algodão ou nylon e que depois de desfiadas e fortemente fixadas a um “Leader” em nylon, têm a capacidade de capturar Espadins ou Sailfishes. Estes pela natureza dos seus bicos, cobertos de pequenas escamas voltadas para trás, “ensarilham-se” fortemente impossibilitando as suas fugas. Os “puristas” do Big Game desaprovam este tipo de “isco”, argumentando alguns que, apesar de não ser uma forma de trabalhar corretamente o peixe ainda o vai matar por asfixia. Direi exatamente o inverso. O peixe não só não vai ficar ferido como não vai morrer asfixiado, porque os peixes de bico não tem por hábito engolir diretamente a presa. Tentam primeiro imobilizá-la com uma pancada violenta com a parte superior do bico que é muito mais comprida que a inferior, daí ser quase impossível o “blindado” conseguir “selar-lhe” a boca impedindo-lhe a respiração. Bem sei que os fabricantes de amostras tem que vender mas, no mar haverá sempre lugar para todos. Em S. Tomé, nomeadamente ao largo do ilhéu das Rolas, as duas modalidades podem ser praticadas a poucas milhas da costa pelo fato de as batimétricas que “funcionam” como zonas de passagem e ou alimentação estarem muito junto à costa. A uma milha de distância a Sueste e a Oeste do Ilhéu temos profundidades de 500 metros, passando a mil metros em cerca de 2 milhas. São encostas que pela sua abrupta inclinação proporcionam excelentes upwellings ou correntes ascendentes, tendo como principal vantagem ou virtude, a capacidade de formar ecossistemas alimentares, começando nos planctons e estendendo-se em cadeia e comprovadamente a animais marinhos como “espadilhas”, carapaus, Atuns Bonitos, Gaiados ou Albacoras, Tubarões, Blue Marlins, Sailfihes, Golfinhos e Baleias de Bossa. Quem pratica Big Game conhece a enorme importância de dois fatores de primordial importância para uma pescaria de sucesso: A primeira será saber interpretar na Sonda da embarcação, a parte superior da encosta de um vale subaquático. Será essa linha que deverá percorrer, por ser aí que se irá concentrar a “comedoria” gerada pelo referido upwelling. Em segundo lugar e que é apesar de tudo o processo mais universal, será procurar aves que insistentemente frequentem determinada zona do mar, já que será esse o lugar inicial do atrás indicado ecossistema originário de uma cadeia alimentar. E… mesmo que as aves insistam em nadar em determinado ponto sem qualquer ação, sabemos que vai ser aí que, entre outros, os atuns vão subir para comer na superfície. Assim e tomando por base o Ilhéu das Rolas, podemos praticar Big Game cujas mais prováveis capturas serão em primeiro lugar o Sailfish ou Veleiro do Atlântico e localmente denominado “Andala”, por ser uma espécie muito frequente naquela região mas, também os Atuns, os Spearfishes, os Wahoos ou “Serras da Índia”, os Dourados e os Blue Marlins.
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Pesca ao Corrico Costeiro
Modalidade que em S. Tomé tem a peculiaridade de poder proporcionar ao praticante uma ação de sonho, pois enquanto “corrica” pode usufruir de uma paisagem incrível de verdura, das Palmeiras ou dos Coqueiros que se estendem até à linha de água, deixando espaços de areia amarela ou dourada aqui e além formando praias, por vezes ladeadas de contrastantes rochas negras de lava. Porém, e turismo à parte, as surpresas podem ser enormes porque nos fundos que vemos a partir do barco a 20 ou 30 metros de profundidade, podem-se esconder entre outras espécies, os grandes Xaréus, os Fumos e as impressionantes e enormes Barracudas Sphyraena com as suas características pintas negras nos flancos e dentes em forma de agulha com mais de 15 mm.
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Pesca ao Fundo
Será por certo a modalidade de prática mais consensual, possivelmente por ser a menos exigente e com resultados mais visíveis. Em S. Tomé as capturas poderão causar espanto quer pelo tamanho das Garoupas, quer pela quantidade de Pargos e até Rodovalhos que frequentam as línguas de areia nas orlas rochosas. Há nesta pesca uma infinidade de espécies, inclusive os congros que segundo dados estatísticos são uma espécie predominante nas costas Europeia e Africana mas apenas até ao Senegal, mais ou menos no paralelo 15 ou 14, porém, já os pescamos sobre o paralelo 0, isto é, sobre a linha do equador. Outra agradável particularidade nesta pesca ao fundo tem a ver com as quantidades. Frequentemente as capturas preenchem os três anzóis dos aparelhos.
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